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sexta-feira, dezembro 3

Solidão justificável?

Por Lilian Cunha


Mas por que alguém viveria tão só? Por que alguém buscaria a solidão?

Algumas coisas, ocasionalmente, me fazem lembrar o que pode trazer esse desejo... O que costumava me fazer querer tanto me trancar no meu mundinho. Eu não era como as flores, eu costumava olhar para o adubo em vez de tirar proveito de tudo isso.

As pessoas à sua volta podem ser sim muito cruéis, competitivas, arrogantes, astuciosas, invejosas e tudo o mais que você, em particular vivência, possa acrescentar. Eu não suportava a idéia de tentar ajudar, tentar não prejudicar ninguém, tentar ficar na minha e ser criticada por isso como se quisesse ser a perfeita. Era como se quisessem que eu realmente fosse o inverso. E aí então, também seria criticada.

Mas Pedro já advertia quando falou: "Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus."

Retomando, essa postura de as pessoas se preocuparem com o mal do outro em vez do progresso próprio sempre me incomodou. Sem demagogia, porque tenho certeza que isso também incomoda a muitos. Sabe quando as pessoas competem contigo sem que você ao menos saiba? Querem ser melhor que você e não o melhor que possam ser. E se não conseguem, querem te derrubar, encontrar argumentos contra você e se preciso, até fazer o certo parecer errado. [Daniel? Leões?] Então criticam, criticam e criticam...

A solução que eu encontrava era evitar a convivência.

A questão é que o mau proceder alheio não justifica o desejo de solidão. O isolamento não resolve nada, só faz aquela voz interior das más lembranças, agora solitária, soar mais nítida. E aos poucos a solução chamada 'solidão' já não resolve mais. Você se sente deprimido e sem vontade de viver...

Mas não tem que ser assim... O mundo continua do mesmo jeito. Acusando, criticando, ainda que você não faça nada de condenável.

É, o mundo continua do mesmo jeito. Mas eu não. Eu descobri que a solidão é uma opção, mas não é a opção que eu desejo hoje.

sexta-feira, maio 21

[MENSAGEM] Para todos os tecladistas refletirem...


Há pouco tempo visitei um site e um tópico em especial me chamou a atenção. O título era o seguinte: “Aqui, gravações do tecladista X (o nome não vem ao caso) "O GRANDE DOS GRANDES”.

O que faz alguém ser visto desta maneira?A voz bonita, os tons que alcança, o fato de ser conhecido, admirado e imitado, ou por estar na maior Igreja? E por quê as pessoas se preocupam tanto em debater sobre melhores e piores? O que querem provar com isso?

Em fóruns e enquetes na Internet, são sempre as mesmas perguntas : Quem é o maior tecladista? Quem alcança os tons mais altos? Quem é o “rei” do baixo manual? Quem é o maior nisso, o melhor naquilo, o perfeito, o mais completo, blá, blá, blá...

Se você já leu ou participou deste tipo de debate, certamente conhece o resultado : Comparações, discussões e críticas acirradas; sobram palavras de elogio pra uns, não faltam argumentos para apontar os defeitos de outros, assim como não faltam respostas prontas para defender o tecladista preferido.

Mas e quanto a Deus? Será que existe a mesma disposição e sinceridade para agradá-Lo e assumir a fé que supostamente estão vivendo? Será que há o mesmo empenho para dar valor e desenvolver o talento que,infelizmente, alguns desprezam apenas porque não tem a voz parecida com a de fulano, ou pelo fato de não conseguirem tocar igual a beltrano?

Creio que esses ainda não perceberam que estamos no mesmo time, onde o único objetivo é ganhar almas através do dom que nos foi emprestado por Ele. Não estamos participando de uma competição , pelo contrário, estamos aí pra somar! Não interessa o tom que alcançamos, se o timbre de voz é grave ou agudo, se fazemos acordes mais simples, ou um contrabaixo mais elaborado.Não importa a quanto tempo tocamos, a cor da gravata que usamos e muito menos importa colocar essas questões em discussão.

É óbvio que precisamos desenvolver e sempre fazer o melhor pra Deus, assim como não é errado ter preferências e referências musicais (eu tenho as minhas, aliás, gosto muito do Stevie Wonder).Entretanto, viver na sombra dos outros,colocar a opinião pessoal em primeiro plano e discutir sobre quem é o melhor ou pior, além de ser perda de tempo, não faz qualquer diferença pra Deus.Espiritualmente falando,qualidade técnica não quer dizer nada, não torna ninguém especial, superior ou privilegiado perante Ele!

"Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós". (1 Coríntios 3:4-9)

Quem é o tecladista A? Quem é o tecladista B? A resposta é clara: Apenas servos, pela misericórdia de Deus. E se Ele não compara ninguém e nem tampouco possui uma lista de tecladistas favoritos, por quê não priorizar os objetivos e voltar a atenção para o que realmente vale a pena?

É hora de abrir os olhos e colocar em prática o que muitas vezes é dito e/ou cantado apenas da boca pra fora (eis-me aqui, usa-me , conta comigo Senhor, quero ganhar almas). Promessas esquecidas e deixadas de lado, por causa da ilusão de que fazer para o homem, obter reconhecimento ou ser igual a determinada pessoa, é mais louvável e importante do que ser e viver pra Deus.

Deus os abençoe!



segunda-feira, janeiro 4

Julgamentos

Por Lilian Carla


Sabe aquele dito popular que diz que 'se não puder ajudar, não atrapalhe'? Seria tão bom se o puséssemos em prática! Sempre aleguei cobrar das pessoas o que primeiro cobrava de mim mesma. Mas quer saber? Estava errada.

Não temos o direito de exigir que alguém siga o caminho que nós queremos que ela siga, ainda que pensemos ser o melhor para ela, até mesmo se houver embasamento para isso. Isso não quer dizer que devamos deixar a pessoa se estatelar num abismo sem avisá-la. Um atalaia não faz isso. Mas um atalaia não é enviado para criticar, julgar e determinar o caminho de quem quer que seja.

Não temos o direito de determinar a vida de ninguém. Temos o dever de orientar, mas é só. O próprio Deus deu livre arbítrio ao ser humano e nem o próprio Jesus influiu nisto:
"Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós?"
Nós é que determinamos nossos caminhos. Isso é perigoso, é verdade... Esse poder de escolha. Mas a pior maneira de tentar ajudar é com a crítica destrutiva, que é aquela que acusa, difama, ofende, põe pra baixo, faz a pessoa se sentir o pior dos pecadores e, consequentemente, indigno do perdão de Deus.

Quer ajudar alguém de verdade? Antes de exigir humildade, seja humilde! Oriente, mas não exija (Você não tem esse direito). Deixe claro as consequencias de uma má escolha, se a conhecer por experiências vividas ou evidentemente observadas, mas esteja ciente de que a escolha da vida alheia não é sua.

Acusando menos, você ajudará muito mais. Eu tenho buscado isso.


Você tem um Amigo... [Q jamais te abandona!]

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